Vacinas na infância: mitos, verdades e a importância da imunização
- medicinaatualrevis
- 21 de mar.
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Atualizado: 24 de mar.

As vacinas na infância desempenham um papel crucial na prevenção de doenças infecciosas graves, salvando milhões de vidas todos os anos. Apesar disso, ainda existem muitos mitos que cercam o tema, contribuindo para hesitação vacinal entre os pais.
Neste artigo, vamos esclarecer as principais dúvidas, desmistificar ideias erradas e reforçar a importância da imunização desde os primeiros anos de vida.
O que são vacinas e como funcionam
As vacinas são substâncias que estimulam o sistema imunológico a produzir defesas (anticorpos) contra agentes infecciosos, como vírus e bactérias. Elas funcionam simulando uma infecção, de forma segura, treinando o organismo a reconhecer e combater esses agentes no futuro.
No caso das vacinas na infância, o objetivo é proteger as crianças antes que entrem em contato com doenças potencialmente perigosas, como sarampo, poliomielite, coqueluche, meningite, hepatite B, entre outras.
Mitos mais comuns sobre vacinas na infância
1. Vacinas causam autismo Esse é um dos mitos mais difundidos, originado de um estudo fraudulento publicado em 1998 e amplamente desmentido por pesquisas posteriores. Diversos estudos científicos comprovaram que não existe qualquer relação entre vacinas e autismo.
2. Muitas vacinas sobrecarregam o sistema imunológico da criança Outro mito sem fundamento. O sistema imunológico infantil é altamente capaz de lidar com múltiplos antígenos ao mesmo tempo. As vacinas são formuladas para serem seguras e eficazes mesmo quando aplicadas em conjunto.
3. Doenças como sarampo ou caxumba já não existem mais, então não é preciso vacinar Essas doenças continuam circulando em muitos países e podem ressurgir quando a cobertura vacinal diminui. O sarampo, por exemplo, voltou a causar surtos no Brasil após anos de controle, devido à queda nas taxas de vacinação.
Verdades que você precisa saber
1. As vacinas salvam vidas Comprovadamente, a vacinação reduz a incidência, gravidade e mortalidade de doenças infecciosas. Graças a campanhas de vacinação, doenças como a varíola foram erradicadas, e a poliomielite está perto disso.
2. Reações às vacinas são geralmente leves A maioria das reações é passageira, como febre baixa, dor no local da aplicação ou irritabilidade. Reações graves são extremamente raras e, mesmo assim, muito menos perigosas do que as próprias doenças que as vacinas previnem.
3. O calendário vacinal é baseado em evidências científicas As vacinas são aplicadas em determinadas idades porque o sistema imunológico responde melhor ou porque o risco de contrair a doença é maior naquela fase da vida. Seguir o calendário é essencial para garantir proteção adequada.
A importância da imunização coletiva
A imunização não protege apenas quem recebe a vacina. Quando a maioria da população está imunizada, a circulação do agente infeccioso diminui, protegendo também aqueles que não podem se vacinar, como recém-nascidos e pessoas com imunodeficiências. Esse efeito é conhecido como imunidade de rebanho.
Como manter a vacinação em dia
Siga o calendário vacinal do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria;
Guarde a caderneta de vacinação da criança e leve às consultas pediátricas;
Fique atento a campanhas nacionais de vacinação;
Em caso de dúvida, converse com o pediatra ou equipe de saúde.
Conclusão
As vacinas na infância são seguras, eficazes e essenciais para proteger a saúde das crianças e da sociedade como um todo.
Combater a desinformação e manter a confiança na ciência são atitudes fundamentais para garantir um futuro mais saudável para todos. Imunizar é um ato de amor, cuidado e responsabilidade.